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{{ post.quote }} CESAR A. MACHADO
Eu mostro como transformar eventos de pedidos, chamados e aprovações em alertas de gargalo, sem capturar tela, teclado ou conversas privadas da equipe.
Por Cesar A. Machado · · 4 min
Donos de empresa querem saber o que está atrasado, quem precisa de apoio e onde o dinheiro fica parado. Isso é legítimo. O erro começa quando a solução tenta responder capturando tela, teclado, câmera ou cada minuto online. Esses sinais têm pouco contexto: uma pessoa pode ficar horas no sistema e não concluir nada, enquanto outra resolve uma exceção crítica em uma ligação curta.
Eu construiria o SaaS ao redor de objetos de trabalho: pedido, proposta, chamado, tarefa, aprovação ou entrega. A pergunta deixa de ser “o funcionário está ocupado?” e passa a ser “qual caso está parado, há quanto tempo, depois de qual etapa e com qual impacto?”. Isso produz uma ação gerencial concreta sem transformar o ambiente em vigilância permanente.
A documentação de mineração de processos da Microsoft descreve três elementos centrais: identificador do caso, nome da atividade e horário do evento: https://learn.microsoft.com/en-us/power-automate/process-mining-processes-and-data. Eu usaria exatamente esse núcleo. Um pedido 1842 foi criado, aprovado, separado e faturado em horários conhecidos. A pessoa ou equipe pode aparecer como recurso quando isso for necessário para encaminhar o trabalho, não para produzir um placar secreto.
| Campo | Exemplo | Finalidade |
|---|---|---|
| case_id | pedido-1842 | Unir eventos do mesmo trabalho |
| activity | aguardando aprovação | Mostrar o estado real |
| occurred_at | 2026-09-13T10:20 | Calcular espera e prazo |
| team | financeiro | Encaminhar o alerta |
| source | ERP | Auditar a origem |
No guia de transformação, a Microsoft reforça que caso, atividade e timestamp inicial são obrigatórios para a análise: https://learn.microsoft.com/en-us/power-automate/process-mining-transform. Se os sistemas não conseguem fornecer isso, eu corrigiria o registro antes de pedir à IA que explique o processo. Texto livre pode enriquecer um alerta, mas não deve substituir o estado oficial.
Minha arquitetura teria um conector por sistema, um armazenamento imutável de eventos, uma camada determinística que calcula tempo em cada etapa e um serviço de IA que resume padrões ou classifica justificativas. Regras simples detectam prazo vencido, ausência de transição e retorno para etapa anterior. A IA entra onde existe linguagem ou variação demais, como agrupar motivos escritos por equipes diferentes.
Cada empresa deve permanecer isolada em banco, consultas, filas e relatórios. Eu registraria ainda a regra que criou o alerta, a evidência usada, quem o visualizou e como foi encerrado. Se CRM e ERP discordarem, primeiro é preciso definir quem manda em cada campo; aprofundo esse cuidado em https://blog.cesarmachado.com/artigo/integracao-de-sistemas-fonte-da-verdade/.
“João produziu pouco” é uma conclusão frágil. “Doze propostas estão há mais de 48 horas aguardando aprovação comercial, oito acima do prazo e quatro sem responsável substituto” é operacional. Eu mostraria casos afetados, valor ou prioridade, etapa anterior, prazo esperado e uma pessoa autorizada a revisar. O sistema deve permitir marcar feriado, dependência externa, dado incorreto ou exceção legítima.
O NIST apresenta seu Privacy Framework como instrumento para identificar e administrar riscos de privacidade dentro da gestão empresarial: https://www.nist.gov/privacy-framework. Na prática, eu documentaria finalidade, dados coletados, prazo de retenção, perfis de acesso e procedimento de correção. A equipe deve saber o que existe e por quê. Acesso gerencial não significa acesso irrestrito a qualquer conversa ou documento.
Eu agregaria indicadores sempre que o detalhe individual não fosse necessário. Uma diretoria pode ver tempo mediano por etapa e volume parado por unidade; o gestor responsável abre os casos sob sua alçada; auditoria consulta o histórico mediante permissão. Essa proporção reduz exposição e também melhora a leitura: o objetivo é consertar o sistema de trabalho, não fabricar uma competição de cliques.
Considere um exemplo hipotético: 300 solicitações mensais esperam em média 6 horas por uma aprovação, e 40 delas exigem cobrança manual de 10 minutos. Se um alerta reduz metade das cobranças, a economia direta é de pouco mais de três horas por mês. O ganho maior pode estar em faturar antes ou cumprir prazo, mas eu só atribuiria esse efeito quando houver comparação histórica e nenhuma mudança concorrente capaz de explicá-lo.
Eu acompanharia quatro indicadores: tempo total do caso, tempo sem trabalho entre etapas, taxa de retorno e quantidade de exceções. Depois compararia o custo do SaaS e da operação com horas recuperadas, margem antecipada e falhas evitadas. “Mais atividade” não entra como resultado; entregar melhor, com menos espera e retrabalho, entra.
Eu começaria por um fluxo de alto impacto e baixa ambiguidade, como aprovação de desconto ou atendimento de chamado. Durante duas semanas, coletaria eventos sem alertas. Depois validaria o mapa com quem executa o trabalho, corrigiria estados e ativaria poucas regras. Toda recomendação da IA seria revisada, e a equipe poderia contestar o dado. Só ampliaria se o sistema reduzir espera sem aumentar reclamações ou trabalho de registro.
Se você quer identificar um fluxo adequado e estimar o retorno antes de construir, descreva os sistemas, etapas e decisões atuais em https://blog.cesarmachado.com/contato. Eu procuraria primeiro um gargalo que já deixa evidência nos sistemas. É ali que uma camada de IA pode economizar tempo e melhorar o controle sem invadir a rotina das pessoas.
Quando a empresa mede o processo, ela encontra o trabalho preso. Quando tenta medir a pessoa o tempo inteiro, costuma encontrar medo e dados ruins.
Converse comigo sobre o processo que você quer melhorar e os critérios para começar com segurança.
Agendar uma conversaO que eu uso e construo em engenharia de IA.
Portfólio de projetos. Conteúdo a definir.
Quem é Cesar A. Machado.
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Sem frequência fixa. Só quando houver algo útil.
Notas de campo, decisões técnicas e guias práticos sobre engenharia de IA, arquitetura, automação e operação.
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Os projetos são apresentados pelo problema e pela engenharia envolvida, preservando informações internas. O objetivo é mostrar como decisões de produto, arquitetura e operação se conectam.
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{{ item.linkLabel }} →Um projeto começa com uma pergunta de negócio, avança por uma primeira versão controlada e só cresce quando os dados mostram que a solução cabe na operação.
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O ponto de partida é um processo específico, com responsável, volume e impacto identificáveis. A solução precisa caber na capacidade da equipe, produzir evidência e preservar controle sobre decisões importantes.
Envie o fluxo atual, o volume aproximado e o principal gargalo. A primeira conversa serve para entender o problema e avaliar o próximo passo mais proporcional.
Clique em uma ferramenta para abrir. Conteúdo de cada uma a definir.
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Projetos de software e ecossistemas construídos com engenharia de IA. Conteúdo de cada caso a definir.
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{{ post.quote }} CESAR A. MACHADO
Escreve sobre engenharia de IA e conduz projetos de software e ecossistemas para empresas.
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